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Aos que querem um país melhor, mas que não sabem ser criativos

Por Erick Sena    |    10 de junho de 2014

Tenho pena da juventude aracatiense, que em plena Copa das Confederações (2013), saiu para protestar contra a vinda da Copa do Mundo e dos investimentos bilionários decorrentes. Nossa cidade tem pouco menos de 70 mil habitantes e muitas pessoas nem entenderam o porquê do protesto, seria contra o governo municipal? Não era, era uma corrente movida por jovens em redes sociais, principalmente vinda dos grandes centros, cidades sedes de jogos, em que o medo das manifestações assustou os governantes e ainda assusta.

A sombra ameaçadora dos protestos paira sobre as nossas capitais com seus estádios monstruosos e população com certo senso crítico, creio eu, mais desenvolvido. O problema é que a maior parte dessa massa é massa de manobra e muitos vão pelo momento, pela sensação de estar fazendo a diferença. Mas, será que eles realmente fazem a diferença sendo pessoas honestas o ano todo e cobrando honestidade da sociedade? Isso sim é fazer a diferença.

Enquanto isso, em nosso pequeno Aracati, não ouvi ainda falar em protestos ou algo no mesmo sentindo. Nossa juventude quer fazer sua parte, mas não sabe como. Pergunto-me, mais uma vez: Aracati é a “Terra do Já Teve”? Até protesto já teve?

Nesse caso, acho que protestar aqui e torcer contra a seleção nacional é perder a oportunidade de confraternizar-se com outras pessoas durante esse período de corrente positiva em função de nossos irmãos culturais.
 
Você pode até achar que esses jogadores são todos ricos e não merecem nossa empatia, mas como fui lembrado pela sabedoria de minha mãe: “Torço pra eles, porque a maioria foram pobres e lutaram muito pra chegar onde estão”. Isso é a verdade, hoje eles podem ser ricos, continuar ignorantes, mas não devemos deixar de reconhecer o esforço pessoal e familiar de cada um, para ter uma vaga na seleção mais concorrida do mundo. Não precisamos viver em função da Seleção, porém respeitar o esforço conjunto dessas pessoas já é um passo para um país melhor. Caso vá protestar, proteste “direitinho” e não com ignorância, sejamos criativos. Protestar contra seus próprios erros pessoais, pode ser a maior e melhor forma de manifestação para a humanidade.   
     

 

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